Notícia: Parque tecnológico transforma a região Oeste do Paraná

Publicado em 07/01/2020

Parque tecnológico transforma a região Oeste do Paraná


Parque tecnológico transforma a região Oeste do Paraná

Criado por farmacêuticos, o Biopark completa três anos e concretiza parcerias nacionais e internacionais para o desenvolvimento regional

O Biopark – Parque Científico e Tecnológico de Biociências, empreendimento dos farmacêuticos Carmen e Luiz Donaduzzi, completou três anos no dia 22 de setembro. O casal, que fundou e consolidou a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi como a maior produtora de doses de medicamentos genéricos do Brasil, iniciou os investimentos para a criação do parque após mais de 25 anos de experiência em gestão, produção industrial, gestão de pessoas, entre outras expertises.

“Após profissionalizarmos a gestão da Prati-Donaduzzi, e se aproximando a época da nossa aposentadoria, sentimos que não poderíamos parar. Sempre acreditamos no poder transformador da educação e do empreendedorismo como motores do desenvolvimento”, destaca Dr. Luiz Donaduzzi, Presidente do Biopark.

Fundado em 22 de setembro de 2016, o Biopark consolida seu intuito de transformar a região oeste do Paraná em um polo de biotecnologia e de tecnologia da informação. A área de mais de 5 milhões de metros quadrados está dividida nos setores industriais, educacionais, residenciais e de lazer. As ações do parque estão baseadas em promover inovação tecnológica, gerar produtos de qualidade e de maneira sustentável, fortalecer o desenvolvimento industrial, consolidar a geração de empregos de alto valor agregado e criar um ambiente acolhedor para viver.

A experiência dos fundadores é aplicada na gestão. “Nosso intuito, além de criar um parque tecnológico, sempre foi fomentar inovação, abrir oportunidades para novos negócios e estimular a geração de empregos, principalmente os de alto valor agregado. O conhecimento que adquirimos ao longo de nossa trajetória empresarial aplicamos no Biopark, compartilhando com os novos empreendedores aquilo que ‘apanhamos’ para aprender”, frisa o Presidente do Biopark.

Para apresentar os avanços e conquistas do parque tecnológico aos farmacêuticos paranaenses, Dr. Luiz Donaduzzi esteve em Curitiba, no dia 18 de outubro, para participar da 895ª Reunião Plenária do CRF-PR. A convite da Diretoria do Conselho, Dr. Luiz expôs aos Conselheiros e demais participantes como surgiu a ideia de construir um empreendimento científico e quais são seus anseios para transformar a região de Toledo em um polo educacional e tecnológico. A Presidente do CRF-PR, Dra. Mirian Ramos Fiorentin, destacou a honra de contar com a participação do Presidente do Biopark e a primordialidade de evidenciar esse exemplo de êxito farmacêutico. “Dr. Luiz não se contentou apenas com a consolidação da Prati-Donaduzzi. Ele buscou mais e agora com o Biopark, amplia suas conquistas e desenvolve um novo negócio voltado à sociedade, unindo tecnologia, educação e saúde. É um exemplo que merece sempre ser difundido”, salientou a Presidente do CRF-PR.

Educação

A educação foi a área precursora do Biopark e hoje avança rapidamente com parcerias nacionais e internacionais. O parque é o único no Brasil a contar com três instituições federais de ensino. A primeira que chegou foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o terreno e a construção da instituição foram doados pelo casal Donaduzzi – um investimento de cerca de R$ 28 milhões. O prédio foi inaugurado em 2018 e hoje abriga a Faculdade de Medicina com mais de 200 alunos.

Em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) funciona dentro do Biopark um Laboratório de Manufatura Aditiva e um Mestrado na área de Biociências. Com o Instituto Federal do Paraná (IFPR) é desenvolvido um Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas e futuramente um Centro de Referência Educacional, uma extensão do Campus de Assis Chateaubriand.

Mas o Biopark também possui projetos educacionais próprios. Por meio do Centro de Ensino Profissional em Biociências (CEPBio) e em parceria com a Uniamérica, de Foz do Iguaçu, oferece cursos técnicos, de graduação e capacitações em diversas áreas. “Aplicamos a metodologia ativa de ensino de maneira radical. É uma nova forma de ensino, diferente desde o processo seletivo. Para nós, a educação deve cumprir o papel de oportunizar uma mudança de patamar para as pessoas – tanto em desenvolvimento intelectual e social, quanto com melhores empregos e condições de vida”, acrescenta Donaduzzi.

De biomateriais a queijos finos

Em Pesquisa e Desenvolvimento, o Biopark atua em diversas frentes, como a de biomateriais – área em que investe para a instalação de um laboratório e linha de pesquisa em parceria com a Université Laval, do Quebec (Canadá), o Instituto Erasto Gaertner, de Curitiba, além de outros parceiros.

Já está em operação o laboratório de Manufatura Aditiva que possui como foco a área da saúde através da produção de próteses e órteses em impressoras 3D. Além disso, foi finalizada a instalação de uma área dedicada para pesquisas no segmento de Nutracêuticos - em parceria com o Instituto de Nutrição e Alimentos Funcionais (INAF). Os estudos focam no camu-camu, uma fruta da Amazônia rica em compostos bioativos com propriedades benéficas à saúde.

Em busca de incentivar o desenvolvimento regional, o Biopark mantém um laboratório de pesquisa na área de queijos finos e apoia a criação da Associação de Produtores de Queijos Finos do Oeste do Paraná com o objetivo de estruturar uma cadeia de produção de queijos de alto padrão.

Novos negócios

Pioneiro no Brasil no modelo on demand side, o Biopark diferencia-se ao incentivar o desenvolvimento de projetos que atendem às reais necessidades sociais, sejam elas advindas das empresas ou da própria população, em forma de um produto ou serviço. “Buscamos uma sinergia entre instituições de ensino, laboratórios de pesquisa e negócios, é a partir dela que teremos resultados concretos do que é estudado, pesquisado e produzido”, complementa Donaduzzi. Atualmente o parque conta com treze empresas instaladas.

 

 

O Biopark oferece diversos benefícios para a instalação de startups que vão desde a estrutura física até mentorias. Além disso, o parque possui parcerias para beneficiar as empresas que precisarem de aportes financeiros. Para indústrias e empresas consolidadas, o Biopark também possui benefícios para instalação, entre eles isenções fiscais.

No momento são avaliadas propostas para a instalação de empreendimentos como hotel, posto de gasolina e um shopping center. “Queremos promover um ambiente para as pessoas trabalharem e viverem com qualidade de vida, para isso, precisamos atrair esses investimentos”, completa Donaduzzi.

   

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Fonte: Assessoria de Comunicação / CRF-PR