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Publicado em 28/03/2012

Especialistas diferenciam sintomas e características de gripe e resfriado


O Programa Bem Estar abordou particularidades de cada um dos vírus. Médicos Caio Rosenthal e Gabriel Oselka detalharam as doenças.
Especialistas diferenciam sintomas e características de gripe e resfriado

Todo mundo já teve gripe ou resfriado alguma vez na vida. Mas você sabe diferenciá-los e como se comportar em cada caso? E quais os sintomas desses vírus, como preveni-los e tratá-los?
Para responder a essas e outras questões, estiveram no Bem Estar desta segunda-feira (28) o infectologista Caio Rosenthal, que é consultor do programa, e o pediatra Gabriel Oselka.
Em geral, as pessoas sabem apenas que a gripe é mais forte e provoca um mal estar maior. Mas os detalhes dessas doenças, se existem particularidades entre os vírus, e o que é mito e o que é verdade, pouca gente conhece.
Os vírus da gripe e do resfriado não vivem no ar nem em superfícies por muito tempo. Por isso, precisam encostar nas pessoas e sugar a energia delas, em cujo organismo encontram o lugar favorável para crescer e se multiplicar.
No estúdio, Rosenthal explicou que há mais de 200 tipos distintos de vírus do resfriado, o que significa que um indivíduo pode contrair a doença centenas de vezes ao longo da vida - de 2 a 3 vezes por ano. Já a gripe pode atingir alguém entre 10 e 12 vezes na vida, o que pode ser reduzido com a aplicação da vacina e a resistência imunológica.
No ano passado, 28.430 pessoas foram internadas no Brasil por causa da gripe, e os casos se acentuam com as mudanças de temperatura. Nas ruas, a repórter Marina Araújo consultou o clínico geral Alfredo Salim sobre a “etiqueta da gripe”: como ela pode ser contraída e de que forma evitar a contaminação.
Os grupos mais suscetíveis são idosos, crianças, gestantes no 2º ou 3º trimestre, pessoas imunodeprimidas, portadores de doenças crônicas (como asma, diabetes, problemas renais e pulmonares) e fumantes.
Este ano, o SUS oferecerá a vacina da gripe comum e da gripe suína em uma mesma dose, para idosos, indígenas e mulheres grávidas. Crianças menores de 2 anos receberão uma dose inicial e outra após 30 dias.
Transmissão
- Diretamente: por secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir
- Indiretamente: por meio das mãos que, após contato com superfícies infectadas, podem carregar o agente diretamente para boca, nariz e olhos
- O período que uma pessoa pode transmitir a doença é de 2 dias antes até 5 dias após o início dos sintomas
Outros cuidados
- Evite antibióticos
- Consuma bastante água e água de coco
- Tome sol para receber vitamina D
- Beba chás e sopas 
Mitos
 
- Pegar friagem ou vento nas costas dá gripe
- Ficar exposto ao ar condicionado ou tomar gelado piora os sintomas
- Comer alho ou tomar mel com limão ajuda a combater a doença
- Usar bolsa de água quente na cabeça melhora a gripe
- O vírus dá alergia
- Dormir de cabelo molhado é ruim para a gripe
- Vitamina C funciona (não está comprovado)
- Quem está gripado não precisa ir ao médico
- Adianta tomar antigripal vendido sem receira em farmácias
- O vírus da vacina é vivo
- A vacina pode dar febre ou outros problemas de saúde
 
Verdades
 
- Chá ajuda contra a gripe
- Meses frios registram mais o vírus influenza
- Resfriado dá febre
- Quem toma vacina da gripe se sente como se estivesse gripado
- Pessoas alérgicas a ovo não devem tomar a vacina
- Crianças menores de 2 anos podem ter sérias complicações pela gripe, por isso também precisam receber a dose
- A vacina não provoca gripe, mas protege apenas contra os principais vírus
- Os casos de reação à vacina, como febre e dor local, são raros
- A dose deve ser anual, pois o vírus sofre mutações genéticas.


Fonte: Bem Estar